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:: ESTUDOS :: :: Por uma Adoração Bíblica :: Novo tema da Escola da Bíblia trará orientação a todos os adolescentes e alunos e edificara nossa vida de adoração. Confira o primeiro estudo. Introdução Todos nós entendemos que uma das principais razões (a razão central) de se ir à igreja é exatamente para o culto. Falamos de culto de domingo à noite, culto “dos jovens”, culto doméstico, culto evangelístico... Vinculamos sempre a identidade de qualquer igreja ou manifestação religiosa à idéia de culto. Pode-se perceber, também, com facilidade, que o tema louvor e adoração interessa muito aos jovens que freqüentam igrejas evangélicas. Os jovens estão sempre envolvidos em grupos de música, cultos de louvor, equipes (“ministério”) de louvor, ou qualquer manifestação de louvor na igreja. Além das manifestações coletivas, geralmente cada jovem tem seu gosto pessoal por um estilo de música. Tem sido comum saber de jovens crentes que ficam horas e horas ouvindo músicas evangélicas. 1- Adoração: uma obediência ao convite de Deus (Sl. 95: 6-7) Uma boa notícia que faz bem a todos nós: Deus é quem toma a iniciativa da adoração. Essa é uma idéia dEle, e não uma atividade meramente humana. Basta abrir a Bíblia e vamos encontrar diversos textos que trazem repetidos convites para que adoremos ao Senhor, louvemos o Seu Santo nome, busquemos a Sua presença. O livro de Salmos tem sido o mais citado em nossos cultos, nos períodos de cânticos, e aberturas de reuniões. Isso acontece porque há uma enorme quantidade de versículos nos salmos com esse convite à adoração e ao louvor. O fato é que há um ambiente de culto em todo o Antigo Testamento. Basta lembrar que os primeiros seres humanos já entendiam que cultuar a Deus era parte das atividades principais. (Lembra-se da história de Caim e Abel?). Logo após o dilúvio, a primeira atividade foi um culto (Gn. 8:20). O grande patriarca Abraão constantemente levantava um altar ao Senhor numa expressão de culto (Gn. 12 em diante). Moisés foi usado por Deus para repassar ao povo informações de uma estrutura completa de culto, que incluía detalhes de cada cerimônia, do local onde deveria acontecer, e até a vestimenta dos sacerdotes (Levítico é o principal livro para descrever esses pormenores). Mais adiante, o rei Davi se preocupou em organizar os cultos, cuidando especialmente da música e sendo o principal compositor dos salmos. Basden, um autor evangélico que trata do culto cristão, nos informa que, no Novo Testamento, vemos o destaque de alguns elementos essenciais aos primeiros cristãos em suas expressões de culto, dos quais podemos destacar cinco pontos sobre as práticas de culto. |
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1. O propósito da adoração era de glorificar a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo. 2. Todas as manifestações de culto tinham Cristo como centro. 3. O Espírito Santo era quem inspirava cada uma das práticas encontradas no culto. 4. O resultado da adoração era a edificação da igreja, o povo de Deus. 5. A participação da congregação era evidente nas práticas de culto da igreja primitiva. · Deus espera adoração da parte de Seu povo. Podemos afirmar que há base bíblica para essa afirmação? · O que a adoração de Abel, Noé, Abraão, Moisés e Davi nos ensinam? II – Adoração: uma resposta ao favor de Deus (Lc 1: 46-50) Você conhece o livro A Teologia do Cachorro e do Gato? É um livro interessante escrito por Sjogren e Robison, que tem um resumo bastante simples (aparece na última capa do livro). O cachorro diz: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama. Você deve ser Deus”. O gato diz: “Você me acaricia, me alimenta, me abriga, me ama, eu devo ser Deus”. Todos temos consciência de que Deus tem feito grandes coisas por nós. O que vai motivar o culto no coração de algumas pessoas de forma mais decisiva de que em outras é o fato de uma entenderem que diante dos grandes feitos de Deus, não se pode deixar de responder de maneira correta ao favor do Senhor. São mais parecidas com o cachorro do que com o gato. Nas Sagradas Escrituras a adoração é sempre descrita como a reação de um indivíduo ou grupo de pessoas a um ato poderoso de Deus. Tanto no Antigo como no Novo Testamento o processo é o mesmo, como lembra o mesmo Basden, citado anteriormente: · Deus age em favor do Seu Povo; · O povo responde com gratidão e louvo; · Deus aceita os atos de adoração de Seus povo. Muitos são os textos bíblicos que fundamentam o princípio que é apresentado aqui. Escolhemos três bons exemplos: (1) O Salmo 107, em que o escritor menciona diversas situações de angústia humana, para, a seguir, demonstrar o livramento de Deus e o convite especial para culto. (2) A resposta de Maria, registrada em Lucas 1:46 em diante, faz um roteiro semelhante - que vale a pena ser estudado. Ainda devemos destacar o texto dos dez leprosos (Lc 17: 11-19), em que o Senhor Jesus deixa bastante evidente a expectativa de Deus para que as pessoas alcançadas pela Sua graça demonstrem a Ele, em forma de culto, o sentimento de gratidão. · “A alma salva quer cantar”. Você concorda em esta afirmação? · Por que Jesus observou que somente um, entre os dez leprosos, voltou para dar glória a Deus? E esse era samaritano! O que este episódio nos ensina? III – Adoração: um encontro pessoal com Deus (Mt 2: 1-12) O texto bíblico que conta a história de magos que vieram do Oriente para adorar a Jesus serve como uma boa ilustração da idéia de encontro pessoal com Deus. Culto é isso: um encontro, um fato pessoal, um acontecimento centralizado na pessoa de Deus. Sempre é bom lembrar de que eles foram juntos (como nós também comparecemos muitas vezes diante de Deus em grupos), mas trouxeram presentes individuais ao Senhor (ainda que no grupo, devemos pessoalmente estar envolvidos na adoração verdadeira). Alguns lembretes precisam ser aqui apresentados. · Deus demonstrou esse interesse em um encontro pessoal com o ser humano desde o tempo do Éden (Gn. 3) e em outro diversos momentos na Bíblia. · O próprio ser humano criou uma situação bastante complicada, impedindo que esses encontros pessoais aconteçam, exatamente porque os pecados nos separam de nosso Deus (Is 59: 2). · O encontro pessoal entre homens e Deus tornou-se novamente graças à obra maravilhosa de Jesus, nosso Senhor. Mediante a Sua morte, o véu do santuário ( que separava o templo e Lugar Santo do Lugar Santíssimo) se rasgou ( Mt. 27: 51), figurando essa oportunidade extraordinária que temos, agora, de nos achegarmos à presença de Deus. · Sendo um encontro com Deus, devemos ter plena noção sobre a Pessoa diante de quem nos encontramos (Deus mesmo!) e manter ao mesmo tempo uma postura de liberdade (em Cristo) e muita reverência. Conclusão È bom refletir individualmente em um grupo de estudo e cerca do culto que prestamos. Isso não deve ser feito com desejo de criticar, contradizer os que nos lideram, mas de buscar como igreja uma postura cristã que leva a sério a Palavra de Deus. Há atividades que não são encontradas na Bíblia diretamente. Mas que podem ser evidentemente fundamentadas em princípios bíblicos. Há atividades que são extrabíblicas, e, geralmente, não há razão para “criar caso” com elas. Mas há atividades que podem ser aintibíblicas. Nosso esforço deve ser para que consagremos ao Senhor a melhor e a mais bíblica manifestação de culto ao nosso alcance. Para sua meditação diária Segunda I Cr 16:19-36 Terça Ne 9: 6-8 Quarta Sl 34: 1-3 Quinta Mt 2: 1-6 Sexta Hb 1: 5-9 Sábado Ap 4: 8-11 Domingo Ap 5: 13-14 |
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