|
Cada ministério de adolescente é responsável por
sustentar a visão e deve difundir estes princípios:
·
Manter
uns aos outros cientes das responsabilidades com a verdade Bíblica.
·
Falar a
verdade, não o que se quer ouvir.
·
Amar
apesar das franquezas.
·
Falar
coisas positivas pelas costas.
·
Integridade e honestidade
·
Admitir
o erro e me arrepender.
·
Perdoar.
·
Manter
relacionamentos fiéis.
·
Não
aceitar o que for pecado.
·
Servir
desinteressadamente.
·
Disciplina espiritual, oração, palavra, adoração e testemunho.
·
Guardar
a Língua.
·
Purificar em santidade.
Lembre-se que agora queremos uma mentalidade de Canaã e
não mais como no Egito.
Tem que renovar tem
que transformar. ROMANOS 12: 1 e 2.
Agora que estamos na
Primavera temos que Frutificar, Frutos de santidade.
Vamos ver a Verdadeira
Santidade e esta obra de Santificação.
A santidade é obra da graça
(Cl 2.6,7)
Paulo diz: Ora, como recebestes
Cristo Jesus (…). Isso se deu quando aquelas pessoas ouviram e
entenderam a graça de Deus (Cl 1.6), não mediante o esforço delas mesmas
ou porque eram virtuosas, cheias de qualidades ou boas em si mesmas.
Elas reconheceram que seus esforços, suas virtudes, suas boas obras e
seus sofrimentos não acrescentavam nada para sua salvação; por isso,
desistiram de tentar fazer alguma coisa e se entregaram completamente a
Deus, mesmo vazias, derrotadas e frustradas consigo mesmas, porém
confiantes de que se elas não puderam fazer nada para conquistar a
salvação, Deus era poderoso para salvá-las. A salvação, portanto,
caracteriza-se por um ato de entrega e de confiança no amor e na
provisão de Deus. Só recebe a Cristo aquele que se esvazia de si mesmo,
entregando-se completamente a Deus.
O texto continua, dizendo: Ora,
como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele (…). Paulo
fala aqui sobre dois processos que acontecem na vida do cristão:
salvação e santificação. A salvação vem pela graça. E a santificação vem
da mesma forma, segundo o texto. Portanto, é a graça de Deus que nos
salva e nos santifica.
A verdadeira santidade
Como
se expressa a verdadeira santidade? O apóstolo Paulo responde a essa
pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não
se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto:
Cl 1.8: “Cuidado, que ninguém vos
venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos
homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Para
entendermos melhor o que Paulo está querendo dizer, é importante
entendermos o significado da palavra “filosofia”. Aqui, filosofia não
diz respeito aos pensamentos que excluem Deus, nem a um curso
universitário. Josefo, um historiador do tempo dos apóstolos, disse:
“Existem três formas de filosofia entre os judeus: os seguidores da
primeira escola são chamados fariseus, os da segunda, saduceus, e os da
terceira, essênios”. Assim, “filosofia”, no texto, significa qualquer
tipo de conhecimento acumulado sobre Deus ou sobre qualquer outro
assunto. Segundo Paulo, a verdadeira santidade não é comprovada pelo
conhecimento que uma pessoa consegue acumular. Os fariseus, por exemplo,
tinham um vasto conhecimento sobre Deus, mas Jesus os chamou certa vez
de filhos do diabo (Jo 8.44). É impossível que algum filho do diabo
apresente santidade. O próprio diabo também conhece a Escritura, mas
para ele está reservado o fogo do inferno.
Paulo faz ainda um segundo alerta:
Cl 2.16: “Ninguém, pois, vos
julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova ou
sábados”. O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de
devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo
fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso.
Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade
era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos e
alimentos, ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. Os
fariseus agiam dessa maneira, mas Jesus lhes disse: “Ai de vos,
escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante
dos homens; pois não entrais nem deixais entrar os que estão entrando!
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a
terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do
inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.13,15). Mas ninguém é
mais santo porque deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque
participa desse ou daquele evento.
Por fim, Paulo faz um último
alerta:
Cl 2.18: “Ninguém se faça
árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos,
baseando-se em visões”. Aqui, Paulo afirma que as experiências
sobrenaturais ou místicas não são um sinal que comprova a verdadeira
santidade. As pessoas ali estavam vendo e adorando anjos. Por imaginarem
que Deus era inacessível, elas começaram a buscar ajuda e revelação de
anjos, as tiveram. Miguel, o líder das hostes angelicais, era largamente
adorado na Ásia Menor e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas.
Com base nessas visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na
verdadeira santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou
a afirmar: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino
dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos
nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em
teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente:
Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”
(Mt 7.21-23).
Concluindo, Paulo diz: “Tais
coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia, não têm valor
algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). Apesar de parecerem sinais
da verdadeira santidade, essas referidas práticas e expressões não
conseguem refrear os impulsos da carne; antes, muito facilmente os
promovem.
Os sinais que comprovam a
verdadeira santidade Cl 3.1-3: “Portanto, se fostes ressuscitados
juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive,
assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que
são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta
juntamente com Cristo, em Deus”. Aqui, Paulo faz uma afirmação
condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo e com ele
ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou na vida
delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de vida, a que
podemos chamar de santidade.
Cl 3.2: “Pensai nas coisas
lá do alto, não nas que são aqui da terra”. O primeiro sinal da
verdadeira santidade é o anseio pelas coisas celestiais. Aquele que
nasceu de novo, que vive em santidade, anseia por Deus mais do que por
todas as outras coisas. Contudo, o anseio por Deus é um aspecto
subjetivo, que não pode ser medido muito facilmente. Por outro lado, o
anseio por Deus leva a pessoa a tomar naturalmente duas atitudes
práticas, que facilmente podem ser medidas.
Cl 3.5: “Fazei, pois, morrer
a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo
maligno e a avareza, que é idolatria”. A verdadeira santidade, além
do anseio por Deus, se expressa por meio da morte do velho homem. Aqui,
Paulo enumera cinco vícios da carne, que são destruídos pelo que é
santo. O primeiro vício colocado nessa lista é a prostituição, que se
refere à toda relação sexual ilegal e ilícita, e portanto envolve o
adultério, a fornicação (o sexo antes do casamento), a bestialidade e
outras formas de relação sexual que são anti-naturais e anti-bíblicas.
Aquele que vive em santidade vai matando progressivamente esse vício em
sua vida.
A seguir, o apóstolo Paulo fala
da impureza. Aquele que vive em verdadeira santidade se esforça para
deixar de lado os maus intentos do coração, os maus pensamentos e as
inclinações da carne: a pornografia, os atos libidinosos e a
masturbação.
Paulo continua a lista daquilo
que o santo faz morrer. Ele faz morrer a paixão lasciva, o desejo
maligno e a avareza. Paixão lasciva e desejo maligno têm praticamente o
mesmo sentido, e significam todo tipo de desejo que não é voltado para
Deus. Assim, aquele que tem os olhos voltados para as coisas materiais
está alimentando desejos malignos no coração. Essa busca por admiração
pode se dar até mesmo em relação a coisas espirituais. Há pessoas que
oram não porque amam a Deus, mas sim porque desejam receber a admiração
de outras pessoas, que as chamam de espirituais. O mesmo pode acontecer
no tocante à leitura da Bíblia e ao jejum.
O último vício enumerado por
Paulo é a avareza. Nesse texto, avareza não se restringe ao amor ao
dinheiro; antes, abrange todo tipo de busca do bem pessoal por egoísmo.
Portanto, tudo o que a pessoa faz pensando em si mesma e não em Deus é
uma forma de egoísmo. Em outras palavras, ela se coloca no lugar de Deus
e, portanto, promove a idolatria. Paulo diz que aquele que vive a
verdadeira santidade dia após dia mata todos esses vícios. Ele não
permanece na passividade, mas sempre busca a força que Jesus lhe pode
dar.
Por fim, Paulo apresenta outro
sinal que comprova a verdadeira santidade.
Cl 3.12: “Revesti-vos, pois,
como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia,
de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. A
verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo.
Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo
enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a
verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na
humildade, na mansidão e na longanimidade.
A misericórdia aponta para a
compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso
nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e
auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também
bondoso.
Sem dúvida, a bondade é um
reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe
que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer
outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso,
ele também é uma pessoa mansa.
A mansidão é uma característica
na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas
mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles
esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar
em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a
mansidão conduz à longanimidade.
Aquele que é verdadeiramente
santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo;
por isso, ele descansa em Deus.
Todas essas expressões
existiam na vida de Jesus. Aquele que anda na verdadeira santidade as
possui na sua vida, e a cada dia ele se torna mais parecido com Jesus
:: Voltar :: |
|
|
|