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O Papel da Música na Igreja - Introdução

“Por volta de meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros da prisão escutavam” (At 16:25).

É impressionante esse momento da história de Paulo e Silas que, mesmo em meio à tribulação, oravam e cantavam louvores à Deus!

Isso nos faz considerar o papel da música na Igreja de Cristo, pois, em qualquer situação, expressa o que há de mais profundo na alma daquele que crê.

“... os demais companheiros escutavam” (At 16:25) – A música da Igreja de Cristo deve tornar perceptível a todo homem o conhecimento de Deus, da verdade que pode transformar vidas.

I. Três notas básicas da música

No contexto da música, nota é qualquer som musical. Aqui, queremos simplesmente, dar três “notas” para a música.

1. Uma linguagem

         A música é uma das muitas formas artísticas para se comunicar uma mensagem. O texto de Atos 16:25 nos mostra a reação dos companheiros de prisão de Paulo e Silas  que “escutavam” o que lhes era falado em forma de canção.

·         Nossa alma fala com Deus através da música (seja ela cantada ou instrumental): Lucas 1:46 -55 – Cântico de Maria, I Samuel 2:1-10 – Cântico de Ana.

·         Nossa alma anuncia aos homens os feitos de Deus: Salmo 92:1-2; 105:1-2; Colossenses 3:16.

·         A natureza expressa sons de adoração a Deus: Salmo 19:1-6; Isaías 35:1-2. Os seres celestiais expressam adoração em forma de música: Apocalipse 5:7-14; Lucas 2:13-14

2. Um instrumento

         A música é um instrumento que influencia eficazmente pessoas e situações, tendo assim a capacidade de tocar profundamente as emoções do homem, transformando atitudes, criando padrões coletivos de comportamento: influenciando pessoas (Ex. 15:20-21) e influenciando situações (2 Cr. 20:22)

         A linguagem musical é um “instrumento” de adoração e louvor, que deve resultar em edificação pessoal e coletiva, então, vamos “bater nessa tecla” várias vezes para que nosso coração não nos engane: A música não é instrumento de autopromoção, mas proclamação das verdades bíblicas.

         A música é um meio e não um fim, ou seja, o objetivo é glorificar a Deus fazendo música, e não exaltar o músico usando Deus.

3. Um Mandamento

         “Aleluia! Cantai ao Senhor um novo cântico e o seu louvor, na assembléia dos santos” (Sl.149:1), que se cumpra na vida daqueles que confessam o nome de Jesus:

  • Em seus lábios (Hb. 13:15);

  • Em seus pensamentos (Fp. 4:8);

  • Em suas atitudes (Cl. 3:16-17; I Tm. 4:12);

  • Em seu coração (I Pe. 3:15).

Obedecer este mandamento do salmista é cantar a razão da sua fé, é tanger com arte a perfeita harmonia que há na vida com Cristo.

     Quando não andamos afinados com os princípios bíblicos em nossa vida, a música deixa de ser linguagem de adorador, para ser blá blá blá de cantor.

     “Louvai ao Senhor, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus; fica-lhe bem cântico de louvor” (Sl. 147:1)

II – Propósito da música

         “... para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém.” (I Pe 4:11 b)

         A música, seja qual for a sua definição, deve promover a exaltação da glória de Deus. O uso e o estudo da música em nossos dias é algo maravilhoso; a ciência está se multiplicando, a tecnologia abre uma infinidade de possibilidades de exploração dessa linguagem.

         È uma grande benção termos acesso a esse universo de informação e de formação musical, mas precisamos dar uma pausa de vez em quando e avaliar quem está regendo nossas motivações. “E tudo que fizerdes , seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando graças por ele a Deus Pai” (Cl. 3:17)

         Podemos refletir um pouco sobre quais devem ser as nossas intenções quando colocamos musica em nossos programas de culto e reuniões até mesmo quando escolhemos um CD para comprar e ouvir no dia-a-dia, ou presentear alguém.

1.    Glorificar a Deus (Pai, Filho, Espírito Santo)

Evidenciando Sua obra, Seu amor. “Cantavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao Senhor, com estas palavras: Ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre sobre Israel...” (Ed 3:11), “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo” (Lc. 1:68)

     “Seja bendito o Cordeiro que na cruz por nós padeceu;

     Seja bendito o Seu sangue que por nossos pecados verteu...”

     Salmos e Hinos 438 (Exemplos)

     “Santo Espírito consolador,,

     Santo Espírito consolador,

     Tu nos santifica

     E em nós sempre habita...”

     Vencedores por Cristo (Exemplos)

     As nossas canções glorificam e dão testemunho de Deus? Escolhemos as músicas apenas pela sua harmonia emotiva, ou pelo seu ritmo contagiante?

     È muito bom quando música nos agrada de forma completa. Cada pessoa tem estilos musicais próprios, mas todos nós temos que estar “sintonizados na mesma estação”: “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós” (2 Ts. 3:1)

2. Abençoar o culto

         Contribuindo para edificação, consagração, confissão da fé, exortação no amor, reconciliação com Deus e com o próximo: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl. 3:16)

         Nossa intenção é usufruir essa característica de influenciar pessoas e situações, que a música tem, conforme já mencionamos, para favorecer a apresentação da mensagem, fixando pontos importante, acalentado os corações aflitos, fluindo em corações alegres, regando a terra de cada coração para...

  • Edificação – “...Fortalece a tua Igreja, ó bendito Salvador...” - Salmos e Hinos 552;

  • Consagração – “...Ao Rei dos reis consagro tudo o que sou...” Aline Barros;

  • Confissão da fé – “...Jesus virá outra vez aqui, Jesus virá uma vez aqui....” – Banda Rarah

  • Exortação no amor – “...Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” – Vencedores por Cristo;

  • Reconciliação com Deus –“... eu quero voltar ao primeiro amor, eu quero voltar a Deus” – Rebanhão;

  • Reconciliação com o próximo – “... eu sou livre pra te amar, pra te aceitar e para te pedir perdoa-me irmão...” – Comunidade Evangélica de Goiânia.

São trechos de musicas que podem servir como exemplo.

3. Ensinar verdades bíblicas

         A memorização através da música é eficaz, prazerosa e duradoura. Quantos cânticos aprendemos na infância com os livros da Bíblia, versículos, passagens históricas que nunca esquecemos! “Habite, ricamente, em vós a Palavra de Cristo; instruí-vos...” (Cl. 3:16 a).

         Nesse aspecto, é sempre bom se cantamos e memorizamos verdades que estão legitimadas na Palavra, se estão corretamente aplicadas em forma de canções. Muitas vezes, para “fazer caber” na melodia, abreviamos, mudamos o sentido do texto, (“Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra Ti”  - Sl. 119:11). Com a Palavra no coração, temos condições de oferecer a Deus um louvor mais adequado e de aprender um conteúdo genuíno para adoração.

4. Favorecer a participação de toda a congregação

         Não vamos à igreja para assistir ao culto, vamos prestar culto a Deus, por isso devemos participar ativamente. “Ao quarto dia, se ajuntaram no vale de Bênção, onde louvaram o Senhor...” (2 Cr. 20:26ª). “Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso estamos alegres” (Sl 126:3). Nós estamos alegres pela obra de Deus em nossa vida; a nossa boca se enche de júbilo!

         A música no culto não deve ter uma conotação de “show”, de apresentação, mesmo quando é um numero especial (coral, solo, duetos, instrumental e outros), deve proporcionar um momento coletivo de adoração, oração e reflexão.

         Enfim, fazer tudo para glória de Deus, como cooperadores do Evangelho de Cristo.

Conclusão

         O papel da musica na igreja está intimamente relacionado com a experiência de salvação; é fruto dos lábios que confessam o nome do Senhor e vivem para o seu inteiro agrado.

         Quando a música está cumprindo o seu papel, toda a igreja é abençoada, e fica no coração dos visitantes, ecoando por toda semana, o som das canções celestes “pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum cântico de Sião” (Sl. 137:3)

         Esse é o efeito da música na igreja que louva ao Senhor e que está disposta a cumprir os Seus propósitos. “Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo” (Is. 35:5-6)

 

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